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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

A verdade sobre Alice no País das Maravilhas

18:47
Lewis Carroll
Como se sabe, Alice no País das Maravilhas é a obra-prima de Lewis Carroll, que ganhou ao longo do  tempo, uma adaptação contemporânea, valorizada com ilustrações que vão da delicadeza à excentricidade. Suas publicações tiveram adaptações, inclusive para a versão cinematográfica de Tim Burton. E para ilustrar vamos contar a história por trás da criação de Alice no País das Maravilhas.

Em 1865 a primeira edição de Alice no País das Maravilhas foi lançada na Inglaterra, apresentando aos leitores um universo cheio de personagens curiosos, como o Chapeleiro Maluco, organizador de uma festa louca do chá, e a Rainha de Copas, monarca com predileção por decapitações. Mas de onde teria vindo a inspiração para a criação de uma história com elementos tão estranhos, como o gato que consegue desaparecer e um exército formado por cartas de baralho?

Além de referências ao contexto político da Inglaterra, como a relação entre a Rainha de Copas e a Rainha Vitória, alega-se que Lewis Carroll inspirou-se em pessoas que participavam de seu cotidiano, como Theophilus Carter, um vendedor de móveis excêntrico que é apontado como base para a criação do Chapeleiro.

Alice Liddell aos 7 anos
Apesar de viver cercado por todas essas referências, não foi outra pessoa senão a menina Alice Pleasance Liddell, na época com apenas nove anos, quem inspirou o reverendo Charles Lutwidge Dodgson, nome real de Lewis Carroll, a criar a história.

A Alice real era a quarta filha do vice-reitor da Universidade de Oxford, Henry George Liddell, e seu primeiro encontro com Lewis Carroll ocorreu em 25 de abril de 1856, enquanto o autor fotografava a catedral de Oxford – a fotografia sempre fora uma de suas paixões.

Deste encontro desenvolveu-se a amizade entre Carroll e a família Liddell – em especial Alice.”Ele era encantado pelas meninas e Alice acabou tornando-se sua musa. Carroll foi muito criativo na relação com as crianças e adorava impressioná-las enviado a elas cartas malucas e inventando jogos de palavras, trocadilhos…

Durante seu convívio ele contou dezenas de histórias a elas”, diz Adriana Peliano, presidente da Sociedade Lewis Carroll do Brasil. E numa travessia de barco pelo Rio Tâmisa Carroll, percebendo o tédio das irmãs Liddell, contou-lhes a aventura da jovem Alice, que após seguir um coelho apressado encontra o estranho País das Maravilhas. Para tornar a aventura familiar às ouvintes, ele utilizou elementos do cotidiano delas, sendo o próprio coelho um exemplo disso.

“Um dos aspectos interessantes da história é que ela não surgiu como obra literária, mas de forma oral”, explicou Adriana. “Quando o livro foi publicado ele acrescentou novos capítulos, personagens, deixando a obra mais complexa.”Graças a um pedido de Alice as ideias daquela tarde transformaram-se num manuscrito chamado Alice’s Adventures Underground – As Aventuras de Alice no Subsolo, em tradução livre – e, posteriormente, originaram as duas obras que envolvem a menina: Alice no País das Maravilhas e Através do Espelho e o Que Alice Encontrou Por Lá.


Esse manuscrito, um presente de Carroll à musa inspiradora, acabou sendo vendido por ela anos mais tarde, quando a já adulta Alice precisou de dinheiro para manter sua residência após a morte do marido. A cópia rendeu um total de £15.400 e atualmente está guardada na British Library, a biblioteca nacional da Inglaterra.

Apesar do dinheiro, ter servido de inspiração para um livro tão famoso não facilitou a vida de Alice Liddell. “A história foi criada para encantá-la, mas ela foi tragada para dentro desse contexto imaginário, mesmo sem ter nenhuma relação com os personagens”, conta Adriana, acreditando que a Alice real teve de lidar com a expectativa que as pessoas tinham em relação a ela, uma pessoa comum que acabou associada a uma fábula.
Essa frustração é o ponto de partida para o livro Eu Sou Alice, de Melanie Benjamin, publicado pela editora Planeta do Brasil. “É como se fosse um diário da Alice, onde ela fala de seus conflitos em relação à obra”, revela Adriana.

Alice Liddell morreu em 16 de novembro de 1934 aos 82 anos, enquanto sua contraparte literária continua cada vez mais viva no imaginário das pessoas.


10 Resposta para “A verdade sobre Alice no País das Maravilhas”

Glaucea Vaccari disse...
10 de fevereiro de 2011 19:45

Não sabia que Alice tinha sido inspirada em uma Alice real O.o
Parabéns pelo post, achei realmente interessante saber 'a verdade sobre Alice no país das maravilhas'.
Bjo


Livia disse...
11 de fevereiro de 2011 07:40

Adoro Alice no Pais das Maravilhas. O cara eh um visionario! Anos e anos depois, a estoria ainda eh tao famosa qto antes.


João Paulo disse...
11 de fevereiro de 2011 11:17

pra falar a verdade não gosto do livro, tenho a versão da foto do post e foi uma tortura pra terminar...mas como sempre, gosto é gosto!

J.
-The Eater of Books


Sora Seishin disse...
11 de fevereiro de 2011 14:40

Oie!
Adoro esse livro. Vi o desenho da Disney quando era criança e gostei. Mas só fui entender o livro mesmo quando era adulta. Segundo estudei na aula de literatura, o livro é toda uma crítica a sociedade burguesa da Inglaterra e à Rainha, como você disse. É super interessante como o autor conseguiu mascarar tudo isso em uma história aparentemente infantil.
Beijos


Caroline Juliane Bonifácio disse...
11 de fevereiro de 2011 16:29

Adoorei o post! Sempre gostei muito da história de Alice do Pais das Maravilhas e saber tudo isso foi muito legal! Gostei bastante..
Beijos
Carol {SobreUmLivro}


Layo Silva disse...
11 de fevereiro de 2011 17:56

Esses dias eu ia compra o livro aquele ilustrado igual do filme novo , mais tava muito caro ai desisti ...^^

Abraço Layo Silva

blogueiroleitor.blogspot.com


Matheus Goulart disse...
12 de fevereiro de 2011 12:09

Sabe que ainda não li Alice? Mas acho que conhecer a história original depois da maquiagem de Tim Burton pode ser bem curioso.


Lu disse...
14 de fevereiro de 2011 04:37

OLÁS, EU JÁ CONHECIA A VERDADEIRA HISTÓRIA DE ALICE E ATÉ QUE GOSTE. ^^

NUNCA LI ALICE, ACREDITA? =O

BEIJOS.


Natália Puga disse...
15 de fevereiro de 2011 14:05

Já tinha lido essa história, falam até que o Lewis era mei pedófilo né hahaha;. Mas nada me faz perder o encanto pela história.


Anônimo disse...
28 de junho de 2015 11:38

Na realidade a história não é bem essa, o escritor usou Alice como musa devido a uma paixão doentia que nutria pela menina, ele respondeu a alguns processos por pedofilia e tinha Alice como um alvo, por isso a história mostra sempre entre mudança de um ambiente pro outro, ou seja, de um "jogo" pro outro a Alice tendo que ficar sem roupa


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Estudante de Direito. 18 anos. Amo música, filmes e adoro The Vampire Diaries. E além disso, sou simplesmente apaixonado por livros

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